Foto: W. Quatman, Parque Nacional Chapada dos Veadeiros

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O impacto das eleições no Brasil e nas questões ambientais

Exibida na terça-feira (04/10) à noite, a live “Eleições 2022: Análise do Cenário Político Ambiental” traçou um panorama sobre os impactos do primeiro turno no cenário político e, mais especificamente, sobre a pauta ambiental. Realizada pela TV ASCEMA, a live contou com a diretora geral da ASCEMA Nacional, Tânia Maria de Souza, e os assessores parlamentar Iuri Cardoso e de comunicação Fernando Cruz Moraes, que moderou o debate.

Dois dias depois da frustração natural pelo número de candidatos eleitos ou indo ao segundo turno por legendas ligadas a pautas antiambientais, a live serviu para que uma situação mais racional fosse apresentada. A partir de números e gráficos apresentados por Iuri Cardoso, da Pulso Público Consultoria Parlamentar, pode-se notar que o desenho no Congresso não teve tantas mudanças e que muito do que será o Brasil nos próximos anos dependerá da eleição presidencial. 

“Não será fácil, vai depender do segundo turno para andar ou não andar. Mas acredito que é hora de olhar para o espelho e ver que o copo está meio cheio”, disse Tânia, refletindo sobre os resultados e projetando o que poderá acontecer com o Brasil depois do dia 30 de outubro. 

Já Iuri alertou para o fato de que nem progressistas nem ultra conservadores se destacaram nas eleições. “Será insuficiente para governar sozinho, ambos precisariam de apoio”, avaliou o assessor, ao destacar que tanto Lula quanto Bolsonaro teriam de costurar apoio do chamado Centrão para garantir governabilidade. 

Em relação à dança das cadeiras dos deputados, embora o lado progressista tenha perdido parlamentares importantes, também ganhou outros aliados, como a bancada indigenista, com representantes como Sonia Guajajara, além da ex-ministra Marina Silva. Por outro lado, a força de personalidades que compuseram o Governo Bolsonaro se mostrou presente com a eleição de Thereza Cristina, Hamilton Mourão e Ricardo Salles. 

Um ponto de destaque do debate foi um raio X do mapa das eleições no que diz respeito aos biomas brasileiros. Enquanto a região em que se constata o avanço do desmatamento na Amazônia deu muito voto a Bolsonaro e à sua base, as regiões em que estão os demais biomas deram mais apoio a Lula.

Outras pautas foram abordadas ao longo da live, como a sugestão da criação de uma bancada socioambiental. A situação do Sisnama e do SNUC também foi abordada. Aos interessados que queiram ver todo o debate em detalhe, ele está disponível na TV ASCEMA, no Youtube. A apresentação com o cenário das eleições, da mesma forma, pode ser acessado e baixado aqui.

Ambiente cultural

Ao final do debate, Tânia Souza fez um brinde à vida, relembrando seu copo meio cheio, mostrando que, apesar da luta ser necessária, há esperança. 

Na sequência, a live foi encerrada ao som de Grândola Vila Morena, uma versão da banda 365 puxada em coro pelos servidores do ICMBio  durante a Pandemia da COVID-19. Segundo os intérpretes, a música é uma homenagem de um grupo de amigos aos idéias de liberdade e fraternidade entre os povos. 

Confira a live na íntegra!

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